domingo, 15 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O primeiro milho...

Jogar cartas com o meu pai é um dos meus (e seus) passatempos preferidos! Especialmente porque ele facilmente se abespinha quando perde as primeiras partidas... Mas muitas vezes acaba por dizer uma frase que muitos deveriam guardar sempre num cantinho especial da memória e que é "O primeiro milho é para os pardais"... O primeiro, que cai no chão e não amadurece completamente no aconchego da espiga! Aquele que não vai chegar à desfolhada, que não vai ser rei e provocar beijos, que não vai ser malhado ou entrançado...

Hoje é o primeiro dia dos meus 32 aninhos e creio sinceramente que "O primeiro milho é para os pardais"!!!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Génesis...

E ao oitavo dia, Deus acordou de um grande e merecido sono reparador e olhou para tudo o que tinha criado... E foi então que criou os barbitúricos!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Lago dos Cisnes...


Existe um verdadeiro "Lago dos Cisnes" em Kensington Gardens... Um lago onde princesas capturadas num feitiço dançam sobre a água "arabesques" perfeitos... Estive lá no outro dia a falar com uma delas, apesar de crer que não me tenha entendido, à conta de não conhecer muitos cisnes que falem português!

Surpreendem-se sempre os seus movimentos graciosos, tanto na água como no céu, mas não em terra firme... Talvez não sejam assim tão diferentes de nós, que tantas vezes andamos pesadamente, quando podíamos voar, deslizar, ou mergulhar! Afinal, o que pode impedir um cisne de voar? Falta de asas, de espaço, de ar? Perguntei-lhe, mas não obtive resposta...

"Wheat Field with Cypresses"


Sempre que estou em Londres vou visitar os meus quadros preferidos. Um deles é este Van Gogh, cujo movimento me deixa sempre (como diz um amigo meu) "abazurdida"!

A poucos metros deste quadro pode ver-se uma das cópias dos famosos "Girasóis", que, por ser uma das pinturas em "Destaque", tem sempre um amontoado de gente à sua volta. Por isso é sempre tão fácil olhar para o meu "Campo de Trigo com Ciprestes", ali mesmo ao lado. Tão bem posicionado, que não pode escapar a um olhar mais atento e suficientemente distante para poder ser apreciado à vontade...

E reparo sempre em mais um pequeno detalhe de cada vez que o observo...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ou então, que se desvie...

"Se um homem escreve bem só quando está bêbado, dir-lhe-ei: embebede-se. E se ele me disser que o seu fígado sofre com isso respondo: o que é o seu fígado? É uma coisa morta que vive enquanto você vive, e os poemas que escrever vivem sem enquanto."

Bernardo Soares

domingo, 20 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

E se nos saísse a sorte grande...

Na minha família, a única pessoa que conhece a sensação de ganhar a sorte grande é a minha mãe.
Tudo aconteceu no dia que ficou conhecido para nós como: "o dia em que a mãe ganhou um jackpot do totoloto".

Na semana em questão havia um jackpot milionário no totoloto e, como sempre, o meu pai tentou a sua sorte. Na altura em que foram sorteados os números, o meu pai apercebeu-se de que tinha deixado um quadrado da grelha por preencher. Logo se formulou na sua cabecinha o dito plano: preencheu o quadrado em questão com a chave vencedora e toca a convencer a nossa mãe de que éramos milionários... E logo entramos todos na brincadeira (excepto o Manel que era ainda muito pequeno para perceber o que se passava), e depressa surgiram desejos, planos, projectos, sonhos... Que terminaram no dia seguinte quando pai soube que a mãe andava a espalhar a história pelos vizinhos e decidiu por tudo em pratos limpos. Que desilusão para ela... e para nós, que há conta da brincadeira, fomos castigados no almoço de domingo!!!

Estes anos todos passados recordamos de tempos a tempos o dia em que a mãe soube o que era ser rica... E no que teríamos sido se tudo fosse mais do que uma brincadeira... Poderíamos nós os três manos ser mais irmãos? Poderiam os meus pais, com todas as suas rabugices, gostar mais um do outro e de nós... e nós deles? Será que teríamos feito este mesmo precurso, com todas as suas dificuldades, mas sempre com uma grande consciência do valor das coisas... e das pessoas? Seriam os almoços de domingo ainda mais caoticamente divertidos? A verdade é que, sem jackpot (ou com ele), estamos todos atados por um nó de marinheiro! A verdade é que, passados todos estes anos, revendo aquilo que somos e o que temos, não acho mais que a mãe foi a única a ganhar a sorte grande...

E aquela pescada cozida, comida a custo naquele almoço de domingo, há mais de vinte anos atrás, ganha um gostinho especial... a riqueza!!!

sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

terça-feira, 4 de março de 2008